Maat Produções

SOBRE A MAAT PRODUÇÕES

A Maat Produções é uma produtora audiovisual vocacionada, com sede em Recife. Foi fundada pela diretora pernambucana Danielle Valentim em 2014 e desde então tem  desenvolvido projetos autorais, pautados na busca de uma nova linguagem artística, que preza pela definição de uma poética feminina negra.

História, motivação, o que faz, como faz

A Maat Produções se consolida como empresa vocacionada, cuja  maioria dos projetos, produzidos durante a pandemia, é de conteúdo audiovisual identitário.

Em 2021 Danielle iniciou os estudos sobre as filosofias africanas e através dos cursos da professora Katiúscia Ribeiro mergulhou no conceito de Maat, trazido pela mitologia do Kemet, surgida no Egito Antigo.

Maat é, pois, uma deidade kemética, responsável pelo estabelecimento da verdade, harmonia, retidão, justiça, ordem e reciprocidade no universo. 

Segundo a mitologia do Kemet, é diante da Maat, no momento de nossa morte, que somos questionados sobre a nossa retidão. A pena é a medida que baliza o nosso coração neste tribunal da deusa. Ao colocar, de um lado o coração e do outro a pena, Maat avalia se as nossas ações ao longo da vida tornaram o nosso coração tão leve quanto uma pena.  

Foi comovida pelo preceito da retidão, da justiça e da verdade de Maat, juntamente com um chamado à partilha, proposto por uma sabedoria ancestral, que Danielle decidiu fundar a Maat Produções, e, assim, contribuir por uma maior diversidade nas telas e também por trás delas, já que, para cada projeto de conteúdo audiovisual identitário produzido, há escolha por diretores, roteiristas, produtores e atores que sejam majoritariamente mulheres, pessoas com deficiência ou autodeclarados pretos, pardos e indígenas; pessoas que antes das leis afirmativas tinham pouca representatividade nos espaços de liderança no audiovisual brasileiro. 

Duas pessoas de mãos dadas
Pessoas se organizam antes do início da gravação
Pessoas conversam nos bastidores de História de Preta
Cineasta apresenta imagens do projeto História de Preta
Mulheres à beira do mar, uma segura a claquete de História de Preta
Pessoa revisa o texto da gravação

Com base no preceito de filosofia africana, que entende Ancestralidade como o modo como nos reconhecemos e reconhecemos o outro no mundo, criamos uma empresa que celebra a chegada de cada membro das equipes dos nossos projetos, que vem somar e contribuir para o fazer artístico, tão coletivo quanto o audiovisual. E ao ver as nossas realizações nas telas, honramos os que vieram antes e celebramos a representação do povo preto nos conteúdos audiovisuais.  

Nosso primeiro projeto, uma série de interprogramas no formato documental chamada Pretas da História, surge como uma proposta de lançar um outro olhar sobre as mulheres negras, criando e recontando as histórias dessas mulheres e, assim, trazendo novas formas de representatividade das subjetividades femininas negras. 

O leque de mulheres sublocadas pela historiografia é tão amplo, que o desejo em ser porta-voz das nossas ancestrais pulsa intensamente em nosso coração. E assim, guiadas pelos preceitos da filosofia africana, onde razão e emoção andam juntas, criamos mais uma série que negrita as personalidades femininas, que fizeram e ainda fazem história: a série História de Preta.

Seguimos na pesquisa, na partilha com os que se sentem tocados por nossas obras, criando histórias que povoam o imaginário coletivo brasileiro, pois acreditamos no audiovisual como um instrumento de cura, mas também de partilha e celebração.  

“Ninguém é tão sábio que não tenha necessidade de ser um eterno aprendiz”. Mãe Stella de Oxóssi

Para saber mais sobre filosofia africana e a deusa Maat

EQUIPE

Danielle Valentim

Danielle Valentim

Sócia fundadora da Maat atua como roteirista, diretora e produtora.

Produzo filmes que provocam reflexão e resgatam histórias silenciadas.

Acredito no poder do audiovisual como ferramenta de memória, questionamento e transformação. Meu foco está em narrativas negras, femininas e híbridas — que unem pesquisa, arte e política.

Sou mestre em Ciências das Artes e da Comunicação pela Universidade de Oldenburg (Alemanha). Iniciei minha trajetória profissional em emissoras como a TVU (Recife) e o canal alemão NDR. Desde 2020 atuo como diretora, roteirista e produtora executiva, com projetos autorais e premiados.

Dirigi o curta experimental Carta ao Mar (2020) e as séries Pretas da História (2023), exibida nas TVs públicas de Pernambuco, e História de Preta (2024), cujo episódio piloto foi exibido na Rede Globo Nordeste. Meus projetos passaram por laboratórios como Fiaban – Lab Negras Narrativas, Gira de Projetos Zózimo Bulbul, FeraLab, Marieta e DOCSP.

Em 2024, fui selecionada para os programas de aceleração Black Brazil Unspoken (Warner Bros. Discovery) e LANANI (Rede Globo).

Tenho me dedicado à produção de filmes documentais e híbridos que mergulham em temas como ancestralidade, memória e identidade — sempre com a intenção de tocar corações através da arte.

Ana Cecília Drumond

Figurinista

Ana Cecília Drumond é figurinista. Organizadora do livro Roupa de Cinema: o design de figurino no audiovisual pernambucano (2021), que apresenta um amplo panorama sobre a realização cinematográfica pela perspectiva do figurino. Assinou o figurino dos longas-metragens Amores de chumbo (2017) e Coração de Lona (em fase de pós-produção), ambos da diretora Tuca Siqueira e dos curtas Décimo segundo (Leonardo Lacca, 2007), Nº 27 (Marcelo Lordello, 2008), Sob a pele (Daniel Bandeira e Pedro Sotero, 2013) e História natural (Júlio Cavani, 2014), além de Muro (Tião, 2008), vencedor do prêmio Regard Neuf da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Trabalhou como assistente nos longas O som ao redor (Kleber Mendonça Filho, 2012), Boi neon (Gabriel Mascaro, 2015) e O país do desejo (Paula Caldas, 2012). No mercado audiovisual é responsável pelo figurino da série Delegado (Leonardo Lacca e Marcelo Lordello, em fase de pós-produção) e do telefilme de ficção Eu quero ir (Pablo Polo, 2024). Em 2017, estudou figurino na EICTV, escola de cinema cubana. Em 2024 realizou o projeto Figurino: vestir uma ideia do roteiro ao set, onde ministrou oficinas de figurino em cinco cidades de Pernambuco.

Ana Cecilia

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